Lembranças guardadas nas prateleiras da memória e aqui revividas em forma de ecos
24/07/2007


Pressinto-te,
Com esses teus passos frágeis.

Na tua pele,
Remendada à mão,
Mostras-me o teu caminho,
Ora vertiginoso, outras vezes perdido,
No labirinto que entraste um certo dia.

Para ti, falo-te do mundo,
Das flores que não brotam, mas resistem,
Das lágrimas com que lavaste a solidão,
Das mazelas que escondes, ainda persistem?

Com o teu olhar levantado,
Aprecias o futuro, fascinada,
Os teus erros de menina apaixonada,
Na mulher que se ergue ressuscitada…


(Este foi-me oferecido por um amigo virtual
Lestat R-7 com quem me cruzei neste mar, quando ainda dava os meus primeiros passinhos a medo... )
Medusa

14/07/2007

...


Viro costas ao mundo
Porque o mundo
É grande demais
E não o consigo
Agarrar...
Viro costas ao mundo
Escondo-me
No meu castelo de ar
E deixo-me lá ficar...
Isolei-me
Fechei-me
Tranquei-me por dentro
E atirei a chave
Ao mar... 


Cleo
 
Medusa

06/07/2007

...


Poderá a tua luz algum dia
Ser o reflexo dessa tua vida
Que se fecha sem sentido
Dentro de paredes frágeis
... como o vidro...
Poderá ela algum dia
Ser o teu guia?
Como é triste esse teu fado
De pássaro engaiolado
Numa redoma de vidro
Com asas presas
Que só de olhar...
Dá pena de ver!
Do tanto que queres voar
Sobram-te apenas as penas
Das asas prendidas
Ao teu sonho
Sem que o possas viver
Só na tua imensa tristeza
De nele permanecer
E não te poderes libertar...
Do ser ao parecer
Vai um pulinho de um passarinho
Que não consegue voar...
Ferido de morte
No seu pequeno ninho...
Medusa