Lembranças guardadas nas prateleiras da memória e aqui revividas em forma de ecos
08/06/2006

Espera...


Quem espera,
Quase desespera
De tanto esperar...
Ao fim de tanta espera,
Só espera
Que por quem espera
Não tarde a chegar!
Medusa

06/06/2006

Descalça


Descalça... pela rua
Num tempo perdido
... no próprio tempo
Os pés na neve fria
Despidos de sapatos
... que não tinha
Espelhado no rosto
... o triste desalento!
A menina do campo
Herdeira na pobreza
... da sorte que tinha
A barriga quase vazia
... do pão que não havia!
Ofereceu lágrimas á lua
Numa noite de pranto
Que... emocionada
Se encheu de brilho e...
... lhe iluminou o caminho!!
Medusa

04/06/2006

Selvagens


Cresceram devagar
Ao sabor do tempo
Acabados de soltar
Com a ajuda do vento
A galope
Ou
A trote
Tanto faz...
São selvagens!
Lindos...
Livres...
Soltos...
Medusa

02/06/2006

Sereno é o horizonte


Sereno é o horizonte
Como serenos são os passos
De quem se passeia pela vida
Sem pressa de chegar
Apreciando cada flor
Cada palmo de terra
Cada gota de água
Os sons que pairam no ar
Ao longo do caminho
Desviando-se das pedras
Para não tropeçar
Medusa

01/06/2006

O meu dia


Estou triste...
Logo hoje,
No meu dia...
Sei que não devia estar!
Mas que culpa tenho eu?
Se quero ter um carinho...
E ninguém pra mo dar!
Se quero ter um brinquedo...
E ninguém pra mo comprar!
Se quero ter amigos...
Isso eu posso tentar!
Hei... tu aí...
Queres ser meu amigo?
Vem comigo brincar!...
Anda, vamos a correr!...
Saltamos aquele muro.
O primeiro a sair...
Tem de ser o primeiro a chegar!
Queria ter um peluche...
Para de noite me abraçar!
Ninguém me conta uma história,
Antes de adormecer...
A mãmã saiu... foi trabalhar!
O papá, não vou conhecer...
Medusa